risco cirúrgico

Avaliação pré-operatória: a importância do risco cirúrgico

O risco cirúrgico é uma forma de avaliar o estado clínico e condições de saúde de um paciente que passará por uma cirurgia, para que sejam identificadas possibilidades complicações ao longo de todo o período anterior, durante e posterior ao procedimento cirúrgico.

A maioria das cirurgias não apresenta complicações, porém em cerca de 3 a 10% dos casos ocorrem complicações graves, principalmente cardiológicas, respiratórias e infecciosas.

Por isso, o objetivo é oferecer ao paciente a avaliação pré-operatória para minimizar riscos clínicos, ou seja, para garantir a segurança do próprio paciente.

Ela é muito importante para definir melhor que tipo de cirurgia cada pessoa pode ou não fazer, e determinar se as complicações serão maiores que os benefícios.

A avaliação compreende um levantamento detalhado do histórico clínico e exame físico do paciente, além de exames complementares. A atenção é redobrada em hipertensos, diabéticos e idosos.

É indicado para todos os tipos de cirurgias?

Saber o estado clínico do paciente é essencial em todas as cirurgias. Por isso, entender o tipo do procedimento cirúrgico que será feito é muito importante, pois quanto mais complexa e demorada a cirurgia, maiores os problemas que a pessoa pode sofrer e os cuidados que se deve ter.

As cirurgias são classificadas em três tipos de riscos:

  • Baixo: procedimentos endoscópicos, como endoscopia ou colonoscopia, e cirurgias superficiais, como de pele, mama e olhos.
  • Intermediário: cirurgia do tórax, abdômen ou próstata, de cabeça ou pescoço, ou ainda ortopédica, como por exemplo, depois de fratura;
  • Alto: cirurgias grandes de emergência ou cirurgias de grandes vasos sanguíneos, como aorta ou carótida.

Como é feito o risco cirúrgico?

O primeiro passo é a realização de anamnese (entrevista aprofundada), para identificar o histórico do paciente, tipos de medicamentos utilizados, doenças identificadas, alergias, entre outros. Depois, é realizada uma avaliação física, como ausculta cardíaca e pulmonar.

Alguns exames mais comumente solicitados e recomendados são hemograma, testes de coagulação, exame de urina e fezes, dosagem de creatinina para portadores de doenças renais, diabetes, pressão alta, doenças do fígado, insuficiência do coração, além de teste ergométrico, radiografia de tórax e eletrocardiograma.

Após a realização dos testes e exames, casos tudo esteja bem, o médico poderá agendar a cirurgia ou fazer orientações para que seja diminuído, ao máximo, a possibilidade de complicações na cirurgia.

Assim, ele pode recomendar fazer outros exames mais específicos, ajustar a dose ou introduzir algum medicamento, orientar alguma atividade física, perda de peso ou parar de fumar.

Outros benefícios da avaliação pré-operatória

Além de avaliar as possíveis complicações cirúrgicas e buscar maior segurança para a vida do paciente, o risco cirúrgico ajuda na redução em 30% das operações suspensas, da permanência hospitalar, do período de internação pré-operatório, e aumentam o número de operações ambulatoriais e as internações no mesmo dia do procedimento.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cardiologista esportivo em São Paulo.

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